Há certas manhãs em que eu gostaria de recitar o seu nome como se fosse a melodia do mundo. Conclamar as tempestades, com o vibrar dos terremotos e o calor dos vulcões.
Sobretudo, ansiaria a sua chegada com o sopro das florestas.
Mas não me atrevo.
Quisera antes ainda, ser despertada pelo misterioso cheiro da sua pele ao sair da banheira e refletir o fogo que queima e te assiste. Reparar aonde é suave, aonde é tormenta, aonde me perco.
Quisera também traçar tatuagens invisíveis nas suas costas com as unhas compridas, desenhar a sua terra e o meu mar. Entrelaçar redemoinhos dos meus dedos nas curvas dos seus cabelos.
Há certas manhãs em que eu quis ser a sua presa, o seu abate, o próprio leito onde você descansa, o seu início, o fim e o meio.
Quisera me desmanchar em milhões de pedacinhos pulsantes e derretidos após o toque dos seus fartos lábios que não me atrevo.
Ahh, ahh se me atrevesse…
descobriria os caminhos escuros e frios, das tempestades brancas de neve, que apenas fazendo de nós um só, para respirar meu último suspiro.
E eu haveria de recostar no seu peito.
