A maré que dança entre céu e chão
Faz os barcos dormirem no abraço do verão
O vento leva os segredos da areia
E as histórias perdidas numa lua cheia
Suplicam, louvam ou uivam
As peles, bocas, saliva e pelos
Com estrelas de testemunhas
Lua, teu rubor derrama nas noites escuras
Os desatinos dos amantes em juras cruas
Se te despisse com os lábios e te vestisse com desejo, de que cor seria o prazer?
Lua, és tu vermelha de timidez ou sangras os cortes dos que se amam sem poder?
