Não se pode amar um leão sem ajoelhar-se diante da fome

Amar um leão é despir-se com olhos cravados nos músculos que anunciam a violência 

É sentir o hálito quente no pescoço exposto, é pedir a boca que dilacera 

Amar um leão é estremecer com o faro lançado entre as coxas como quem sabe onde a alma geme 

Não se ama um leão sem a necessidade das garras, das presas e de saciar o ventre aberto

Amar um leão é sentir prazer na vertigem da condenação dos seus olhos

Amar um leão é esperar de quatro na mata escura sem se decidir se hoje será a leoa ou a corsa

Na selva da pele o desejo é uma fera sem jaula.


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