(em memória das coragens suaves)

a vida 

esse fio fino que a gente insiste em vestir

como se fosse manto eterno 

anda curta

mas cabe nela um amor inteiro

se a gente deixar

ele espera no ponto exato

em que o medo vira saudade antecipada

com uma mala leve,

cheia de vontades:

de amar sem freio,

de errar bonito,

de rir alto,

de viver junto como quem constrói abrigo em dia de tempestade

ninguém promete o sempre

mas, se for com você,

quero o agora

porque o agora, com você,

já é mil vidas

com gosto de recomeço

vem

vamos ser a chance que quase ninguém tem

de fazer o tempo valer


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