ensinam-nos a sorrir antes mesmo de falar

baixar os olhos, cruzar as pernas

escolher palavras de veludo

como se a verdadeira voz de uma mulher

fosse uma arma nuclear

fazem da nossa pele um figurino

seja bela, mas natural

forte, mas não tão brava

ousada, mas não vulgar

uma sociedade diretora

cada olhar, uma cena

uma mulher se monta em camadas de cheiro e cor

ou num salto

um esmalte

um terno

maquia-se com batom vermelho e agenda cheia

variam as máscaras que nos ajudam a atravessar as ruínas


Deixe um comentário

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora