_ Passo noites acordada costurando teu nome nas frestas do tempo
_ E eu adormeço com teu perfume ainda fresco nos meus ombros
_ Te penso com uma intensidade que queima o silêncio
_ E nos meus sonhos, você sorri para mim com os olhos que o dia não vê
_ Minha cama virou palco do teu fantasma
_ No escuro, te encontro sem esforço — mesmo dormindo, meus dedos encontram teu rosto
_ Grito em silêncio o que meu orgulho não permite nem sussurrar
_ No meu sono há uma calma estranha no teu nome que me protege dos perigos
_ Você dorme, mas eu te amo mais do que o sono me permite esquecer
_ Sonho contigo por medo de sentir demais acordado
_ Se ao menos teu sono soubesse do infinito das minhas madrugadas
_ Se ao menos você soubesse que dormindo, é você quem me embala
_ Não quero mais ser só lembrança no teu descanso
_ E eu só descanso porque você existe
_ Minha insônia te sonha sempre
