ó deus, se existes,
escuta-me um instante,
por que tanto barro duro?
por que pouca primavera?
ó deus, se existes
livra-me de sorrir
não deixes que tua distração
me inspire peixes em aquário vazio
ó deus, mesmo se não existires
cegai-me às minhas pedras
deixa-me ao menos a poesia
