Não me venhas
Não me toques
Porque não lhe fiz convite
Porque não lhe quero nem à sombra perto de uma costela que lhe possa dar acesso
Não me olhes
Não me vejas
Porque cá, dentro do cobertor invisível do limbo,
Reflito: o céu, que é azul; as maritacas, que brincam felizes; eu, que não existo
Não me queira
Não me leia
Porque nada que aqui eu seja, sou
Porque nada que aqui escrevo, é
Não, não, não, não, não
Não me deixe em paz
Não existe paz
