“Quem dera ser um peixe”
Mas não. No caso, eu sou o aquário. Transparente, vidro frágil, retine agudo. Vazio, é oco. Eco. Eco. Triste. Arenoso.
Quando cheio, é forte. Imponente. Reluzente. Esperançoso. Quer ser preenchido. Pretende ser agradável. Oxigênio da vida. Necessário.
Não passo, de fato, de uma prisão. O olho que tudo vê. A barreira entre o cercadinho e a liberdade. Ou entre a segurança e o risco de morte .
Mas sou bem bonito, trago temperaturas certas, companhia, boa vista, alimento…
Não sei se é atraente, mas as inscrições estão abertas. O espaço é pequeno, mas o interior é grande, vasto, imenso.
