Toda vez que penso em ti… peco.
Não me ajoelho a penitências.
Quem me vê por fora, não imagina como me consomes por dentro.
Não sofro, porém, apenas desejo.
Ou agradeço não correr esse risco tão de perto.
Confesso a ti, que não podes me redimir,
Que fantasio a primeira vez que pudesse sentir sua respiração a me percorrer
Que fico indecisa se irias me beliscar os seios ou apenas acaricia-los, não sabendo qual dos dois me agradaria mais
Se me beijaria docemente, imagino que me morderia os lábios até o protesto
Penso se poderia te dominar… acabo decidindo que não sei se conseguiria, o que me aflige, ao passo que me enche de expectativas
Me alivia sua distância e me revolta querer que, ao passar por uma rua me puxasse para si sem aviso e me beijasse até me sentir intimamente invadida.
Mexes comigo, passeias pelos meus sonhos inconscientes e pelos conscientes também.
És produto do meu imaginário, habitante da minha insônia, distante do meu dia, assombração das minhas noites.
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