Invejo a onda que dança no teu corpo
Que é tocada pelos seus dedos
Que é música sem nenhum esforço
Invejo o sol que toca sua pele
Que faz estrelas diurnas no mar
Que aquece sem se preocupar
Invejo ainda a tempestade que bate no teu peito
Que protesta violenta
Que reage quando não tem satisfeita a sua vontade
Ainda sou brisa leve
Que nada muda no tempo
Que perde o sentido do vento
Quando passa pelo seu olhar
Ainda não sei chover
