Um amor não acaba assim feito garoa no vento

Os olhos antes anunciam a devastação

Unhas rasgam as omoplatas

Erra-se cirurgicamente o arrancar-se

Despertencer da dança dos seus lábios

Derrocar das ondas que agitavam o ventre

Como um arrancar da casa do meu terreno

Fica o vazio da fome

À lembrança do cheiro da carne

O peito desabrigado

Ou o que existia: um mar


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