É a boca salivando,
São os dentes sobre os lábios
É o coração querendo romper as costelas
São os tremores no arrepio do pescoço
São as mãos subindo
Deixando um rastro quente entre as pernas nuas
É a cor dos olhos famintos
Decidindo o que fazer primeiro
É a ardência e a marca da mão deixada na pele
Poderia então uma sereia se afogar
Não no mar
Em outra água salgada
