O que não se solidifica
Escorre por entre os dedos
O que se engole pra não ser dito
Azeda
Melhor sair
Acendo uma palavra e deixo que ela arda
Bebo o silêncio
Escrevo uma poesia exilada
Pra se apaixonar basta um biscoito da sorte
Um sorriso com covinhas
Olhos que te olharam em uma outra vida
Nunca se escolhe o amor
É o amor quem te escolhe
Bebi dessa água, agora quero é me afogar
