Deixastes rastros eternos em meus pensamentos
Agora meu corpo morre a cada segundo longe do mar
Cada toque daquela língua que mistura meus verbos
Cada som daquela alma que paralisa o tempo
E a beleza dos olhos, nem eu nem Shakespeare
saberíamos descrever sem os leitores
julgarem que os poetas mentem
As horas que eu queria passar
O suor que eu faria escorrer
Os sussurros pra cantar naquele ouvido
Pelo menos dez encaixes pros nossos legos
Os arrepios que meus poros sentem
É sua a poesia entalada na garganta
É seu nome no canto que ecoa nas paredes da nau afundada
Ahhh meu conto de falhas !
